Eu posso falar do ócio político, da desonestidade,
da segregação, do capetalismo
Mas qual é que é o esforço que eu faço de verdade
Pra não enchergar o mundo olhando pro meu umbigo
E ego envenena tao profundamente a mente da gent
que o igual se torna diferente, indiferente
levando seres de imponência a uma existência impotente
Acreditando andar pra frente
A gente briga contro o que a gent alimenta
E se engana enquanto tenta, na gana, do pranto
na compra na venda. A verdade noes não aguenta
Porque não fortalece a consciência.
Acredite não é preciso que tenhamos medo.
A posso, estabilidade, nos trazem uma falsa segurança
A luta Sempre é dura. A vida sempre vale o preço
A vontade de transformação tem que ser maior que a esperança
Eu sou responsável, eu sou livre. Isso é inerente a minha existência
Abrir mão disso é uma escolha pela qual também serei responsável.
Eu posso ao longo da vida alimentar minha consciência
Mas pra isso tenho assumir minha hipocrisia confortável
Onde anulo minha responsabilidade sobre a vida
Onde não tenho culpa, tão pouco tenho mérito
Onde falo da fome enquanto encho a barriga
Uma borboleta, um furacão devastando um outro hemisfério.
Eu vejo a vida plastica do meu semelhante, com semblante de cansaço,
de expressão angustiante,
porque tenho a vista boa e me enxergo bem no espelho
E se eu pedi um conselho, não me mande ir adiante.
Eu vejo num corpo acordado uma espírito que dorme
Eu vejo um espírito cansado, dentro de um corpo com fome.
Eu fecho os olhos por que isso me desperta,
desfaz a fantasia que a gente tanto consome
E falando de consumismo que é o atual mal prevalente
não tem muito o que se dizer, o consumo consome a gente
E a gente fala de progresso, de evolução, de mudança
Fala do quanto o jogo é sujo e vai pra balada dança a dança
Vai pra rolê comprá status, pro banco pagá propina
Vai na igreja paga os pecados, no shopping comprá auto estima
"Não digas de nenhum sentimento que é pequeno ou indigno. Não vivemos de outra coisa que dos nossos pobres, formosos e magníficos sentimentos, e contra cada um que cometermos uma injustiça é uma estrela que apagamos."
"Solidão é o modo que o destino encontra para levar o homem a si mesmo." (Hermann Hesse)
Se soubesse que o mundo se desintegraria amanhã, ainda assim plantaria a minha macieira.O que me assusta não é a violência de poucos, mas a omissão de muitos.Temos aprendido a voar como os pássaros, a nadar como os peixes, mas não aprendemos a sensível arte de viver como irmãos.
O que me preocupa não é nem o grito dos corruptos, dos violentos, dos desonestos, dos sem caráter, dos sem ética... O que me preocupa é o silêncio dos bons."
(Martin Luther King)
"Pois eu me esgotei tão profundamente dos meus dramas, frustrações e desilusões, que tenho evitado arduamente os alheios."
Relações contemporâneos e o consumismo
"Recentemente circulou pelas redes sociais digitais uma pequena história na qual um casal de idosos, juntos há décadas, é interrogado sobre o segredo de se manter um relacionamento tão longo; respondem que na época em que se casaram não se costumava jogar fora um aparelho quebrado, mas se buscava consertá-lo, assim, seguia-se a vida por muitos anos com os mesmos equipamentos. O casal estava dizendo, em outras palavras, que a longevidade de seu relacionamento se baseava na capacidade de concertar as fissuras da relação em vez de descartá-la quando os problemas aparecem.
Os relacionamentos, assim como as mercadorias, passam por um período de intensa descartabilidade. O cientista social polonês Zigmunt Bauman já apontou uma íntima relação entre as práticas de consumo contemporâneas e a fragilidade dos laçoes humanos na atualidade. O consumo é pautado pela obsolência planejada e pelo... desejo intenso por novidades, mudanças e, principalmente, novos desejos. Para ele, a satisfação dos desejos é angustiante a medida em que nos obriga a eleger um novo objeto de desejo; aponta que atualmente "o desejo" não deseja satisfação; o desejo deseja o desejo". Daí a sensação constante de angústia e a incessante busca por novos desejos e realizações. O mesmo acontece com os relacionamentos atuais. As relações amorosas, as amizades, os contatos de trabalho e até mesmo os laços familiares são afetados por essa lógica da DESCARTABILIDADE e da EFEMERIDADE do consumo, ou melhor, do consumismo... Nosso cotidiano passou a ser pautado pela efemeridade, a volatilidade, a instantaneidade, a simultaneidade e, no limite, a descartabilidade. Para Bauman, nesse mundo líquido, flexível e mutável em que vivemos, a única coisa sólida e perene que nos sobra é o lixo, que se amplia, acumula e permanece como um dos maiores problemas do planeta"
-Rita Alves
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