quinta-feira, 23 de abril de 2015

Uma das coisas mais difíceis que aprendi nessa vida é que não há um caminho para a paz...
Apenas para a passividade...
Dentro da minha casa, após me esgotar dos conflitos, descobri que eu podia apenas me calar, me anular, e torcer para que as palavras não ditas e os xingamentos pelo barulho da manhã não me consumissem toda a energia, me impedindo de aproveitar toda a minha capacidade como existência...
Eu nunca bati muito bem das ideias, mas sempre lutei arduamente para me tornar uma pessoa melhor, mais justa, mais consciente e mais feliz...

terça-feira, 21 de abril de 2015

A Decadência do Coração nos Tempos Modernos
Nestes ruins tempos de material e nauseante industrialismo, a fase do coração é curta, o amor vem temporão, e como que apodrece antes de sazonado. De toda a parte, aos ouvidos do mancebo vem a soada do martelar da indústria. A sociedade, aparelhada em oficina, não dá por ele, se o não vê a labutar e mourejar no veio da riqueza. Títulos, glória, homenagens, regalos, as feições todas da festejada máscara, com que por aqui nos andamos entrudando (entrando, acessando) uns aos outros, só pode ser afivelada com broches de ouro. Dislates do amor empecem o ir direito ao fim. O coração é víscera que derranca o sangue, se com as muitas vertigens o vascoleja demais. Faz-se mister abafar-lhe as válvulas e exercitar o cérebro, onde demora a bossa do cálculo, da empresa, da sordícia gananciosa, e outras muitas bossas filiadas ao estômago, o qual é, sem debate, a víscera por excelência, o luzeiro perene entre as trevas que ofuscam as almas.
Camilo Castelo Branco, in 'Doze Casamentos Felizes (1861)'

O Valor Natural do Egoísmo
O egoísmo vale o que valer fisiologicamente quem o pratica: pode ser muito valioso, e pode carecer de valor e ser desprezível. E lícito submeter a exame todo o indivíduo para se determinar se representa a linha ascendente ou a linha descendente da vida. Quando se conclui a apreciação sobre este ponto possui-se também um cânone para medir o valor que tem o seu egoísmo. Se se encontra na linha ascendente, então o valor do seu egoísmo é efectivamente extraordinário, — e por amor à vida no seu conjunto, que com ele progride, é lícito que seja mesmo levada ao extremo a preocupação por conservar, por criar o seu optimum de condições vitais. O homem isolado, o «indivíduo», tal como o conceberam até hoje o povo e o filósofo, é, com efeito, um erro: nenhuma coisa existe por si, não é um átomo, um «elo da cadeia», não é algo simplesmente herdado do passado, — é sim a inteira e única linhagem do homem até chegar a ele mesmo... Se representa a evolução descendente, a decadência, a degeneração crónica, a doença (— as doenças são já, de um modo geral, sintoma da decadência, não causas desta), então o seu valor é fraco, e manda a mais elementar justiça que ele subtraia o menos possível aos bem constituídos. Ele não é mais do que o parasita destes...
Friedrich Nietzsche, in "Crepúsculo dos Ídolos"


Não [há] mais grandes líderes para lhe dizer o que fazer e para aliviá-lo da responsabilidade pela conseqüência de seus atos; no mundo dos indivíduos há apenas outros indivíduos cujo exemplo seguir na condução das tarefas da própria vida, assumindo toda a responsabilidade pelas conseqüências de ter investido a confiança nesse e não em qualquer outro exemplo. (p. 39)[...]
Essa obra de arte que queremos moldar a partir do estofo quebradiço da vida chama-se “identidade”. Quando falamos de identidade há, no fundo de nossas mentes, uma tênue imagem de harmonia, lógica, consistência: todas as coisas que parecem – para nosso desespero eterno – faltar tanto e tão abominavelmente ao fluxo de nossa experiência. A busca da identidade é a busca incessante de deter ou tornar mais lento o fluxo, de solidificar o fluido, de dar forma ao disforme. Lutamos para negar, ou pelo menos enconbrir, a terrível fluidez logo abaixo do fino envoltório da forma; tentamos desviar os olhos de vistas qu eeles não podem penetrar ou absorver. Mas as identidades, que não tornam o fluxo mais lento e muito menos o detêm, são mais parecidas com crostas que vez por outra endurecem sobre a lava vulcânica e que se fundem e dissolvem novamente antes de ter tempo de esfriar e fixar-se. (p. 97)
Modernidade Líquida. Zygmunt Bauman. Jorge Zahar Editor, 2001.




"Penso, logo surto" (Milkshakespeare)

Pára essa porra que eu quero descer
Dizia o sábio " o pior cego é o que não quer ver"
Constroi-se estrada onde o povo não caminha
E a responsabilidade disso também é minha
Eu posso falar do ócio político, da desonestidade,
da segregação, do capetalismo
Mas qual é que é o esforço que eu faço de verdade
Pra não enchergar o mundo olhando pro meu umbigo
E ego envenena tao profundamente a mente da gent
que o igual se torna diferente, indiferente
levando seres de imponência a uma existência impotente
Acreditando andar pra frente
A gente briga contro o que a gent alimenta
E se engana enquanto tenta, na gana, do pranto
na compra na venda. A verdade noes não aguenta
Porque não fortalece a consciência.
Acredite não é preciso que tenhamos medo.
A posso, estabilidade, nos trazem uma falsa segurança
A luta Sempre é dura. A vida sempre vale o preço
A vontade de transformação tem que ser maior que a esperança
Eu sou responsável, eu sou livre. Isso é inerente a minha existência
Abrir mão disso é uma escolha pela qual também serei responsável.
Eu posso ao longo da vida alimentar minha consciência
Mas pra isso tenho assumir minha hipocrisia confortável
Onde anulo minha responsabilidade sobre a vida
Onde não tenho culpa, tão pouco tenho mérito
Onde falo da fome enquanto encho a barriga
Uma borboleta, um furacão devastando um outro hemisfério.
Eu vejo a vida plastica do meu semelhante, com semblante de cansaço,
de expressão angustiante,
porque tenho a vista boa e me enxergo bem no espelho
E se eu pedi um conselho, não me mande ir adiante.
Eu vejo num corpo acordado uma espírito que dorme
Eu vejo um espírito cansado, dentro de um corpo com fome.
Eu fecho os olhos por que isso me desperta,
desfaz a fantasia que a gente tanto consome
E falando de consumismo que é o atual mal prevalente
não tem muito o que se dizer, o consumo consome a gente
E a gente fala de progresso, de evolução, de mudança
Fala do quanto o jogo é sujo e vai pra balada dança a dança
Vai pra rolê comprá status, pro banco pagá propina
Vai na igreja paga os pecados, no shopping comprá auto estima

"Não digas de nenhum sentimento que é pequeno ou indigno. Não vivemos de outra coisa que dos nossos pobres, formosos e magníficos sentimentos, e contra cada um que cometermos uma injustiça é uma estrela que apagamos."
"Solidão é o modo que o destino encontra para levar o homem a si mesmo." (Hermann Hesse)

Se soubesse que o mundo se desintegraria amanhã, ainda assim plantaria a minha macieira.O que me assusta não é a violência de poucos, mas a omissão de muitos.Temos aprendido a voar como os pássaros, a nadar como os peixes, mas não aprendemos a sensível arte de viver como irmãos.
O que me preocupa não é nem o grito dos corruptos, dos violentos, dos desonestos, dos sem caráter, dos sem ética... O que me preocupa é o silêncio dos bons."
(Martin Luther King)

"Pois eu me esgotei tão profundamente dos meus dramas, frustrações e desilusões, que tenho evitado arduamente os alheios."

Relações contemporâneos e o consumismo
"Recentemente circulou pelas redes sociais digitais uma pequena história na qual um casal de idosos, juntos há décadas, é interrogado sobre o segredo de se manter um relacionamento tão longo; respondem que na época em que se casaram não se costumava jogar fora um aparelho quebrado, mas se buscava consertá-lo, assim, seguia-se a vida por muitos anos com os mesmos equipamentos. O casal estava dizendo, em outras palavras, que a longevidade de seu relacionamento se baseava na capacidade de concertar as fissuras da relação em vez de descartá-la quando os problemas aparecem.
Os relacionamentos, assim como as mercadorias, passam por um período de intensa descartabilidade. O cientista social polonês Zigmunt Bauman já apontou uma íntima relação entre as práticas de consumo contemporâneas e a fragilidade dos laçoes humanos na atualidade. O consumo é pautado pela obsolência planejada e pelo... desejo intenso por novidades, mudanças e, principalmente, novos desejos. Para ele, a satisfação dos desejos é angustiante a medida em que nos obriga a eleger um novo objeto de desejo; aponta que atualmente "o desejo" não deseja satisfação; o desejo deseja o desejo". Daí a sensação constante de angústia e a incessante busca por novos desejos e realizações. O mesmo acontece com os relacionamentos atuais. As relações amorosas, as amizades, os contatos de trabalho e até mesmo os laços familiares são afetados por essa lógica da DESCARTABILIDADE e da EFEMERIDADE do consumo, ou melhor, do consumismo... Nosso cotidiano passou a ser pautado pela efemeridade, a volatilidade, a instantaneidade, a simultaneidade e, no limite, a descartabilidade. Para Bauman, nesse mundo líquido, flexível e mutável em que vivemos, a única coisa sólida e perene que nos sobra é o lixo, que se amplia, acumula e permanece como um dos maiores problemas do planeta"
-Rita Alves
Quanto mais inteligente e culto for alguém, tanto mais refinado é o modo que emprega para mentir a si mesmo.
- Carl Jung em "Desenvolvimento da Personalidade".

Minha mente é ágil
Meu corpo é frágil...
Meu coração é naufrágio.

Uma inteligência sublime
Somada a uma burrice torrencial.

Qual seu tipo de loucura?
"Para nós, aqui e agora, são muitos os de mentalidade sã e poucos os loucos. Mas os julgamentos, aqui e agora, são por sua natureza provisórios e relativos. O que nos parece sanidade mental, a nós, porque é o comportamento de muitos, pode parecer, sub specie oeternitalis, uma loucura. Nem é preciso invocar a eternidade como testemunho. A História é suficiente. A maioria auto-intitulada de mentalmente sã, em qualquer dado momento, pode parecer ao historiador, que estudou os pensamentos e acções de inumeráveis mortos, uma escassa mão-cheia de lunáticos. (...) Onde esta herança social é uma loucura, o indivíduo naturalmente mais normal está moldado à semelhança de um louco. Em relação à sociedade em que vive, ele é, sem dúvida, normal, porque se parece com a maioria dos seus pares. Mas eles são todos, falando em absoluto, conjuntamente loucos."
Aldous Huxley

Morri de amor... de ódio... de tiro... pecherada... bomba nuclear... ataque alienígena...
Mas não morri de medo.

"Cuidado ao matar os seus demônios, o equilíbrio vive entre a virtude e o vício"(AUTORDESC)

O encanto da vida se revela a quem encanta
Como a dança que toma vida, apenas pra quem dança
Alquimia, poção mágica, portal, chave mestra.
Infinito, acesso restrito, 
porque encanto não é festa.
Pra entende-lo eh preciso preparo, paciência e merecimento,
Senti-lo eh presente raro, embrulhado no mistério do tempo
O encanto eh maior que a galáxia
Só cabe em grandes espaços
No imenso minúsculo da íris,
No imenso aperto de um abraço.

"Considerando o ferimento gravíssimo decorrente da queda, se deseja manter sua saúde vital, sugiro que não voltes a voar!

"Abençoado seja o humor negro do imprevisível,
Os acerto ocultos no incorrigível,
A certeza irônica do inevitável,
O ensinamento obrigatório do imutável,
A resistência eterna de um instinto indomável.
Vejo no meu ego inflável,
a beleza falsa e instável,
realidade confortável
descartável,
Mas o erro é humano,
pequeno,
Ver através dele é imenso,
imensurável,
é como usufruir do interior do impenetrável."
Minhas fotos não me mostram como me vejo
O que eu desejo é abstrato 
O que eu sei é lampejo
De consciência
que guia a vida
A felicidade é o caminho até a saída
A inconsciência é uma ferida
aberta.


Talvez eu nunca largue meus vícios. Nunca tenha dinheiro para viajar para o exterior, nunca case, nunca consiga ajudar as pessoas como eu gostaria...
Talvez nunca seja um ser totalment iluminado, livre de todos os apegos da carne e da mente.
Mas eu gasto imensa energia lutando contra as mentiras e as ilusões deste mundo, desta sociedade, e tentando admirar a natureza real da vida, sem caprichos e egoísmos, sendo honesta comigo mesma e observando as pessoas com empatia e tolerância, sob todos os ângulos...

Eh tudo tão difícil...
Preciso do meu cigarro, da minha cerveja, das risadas com os amigos, da música alta e o corpo dançante...
E me dou por satisfeita em não precisar apelar para fluoxetina, rivotril, diazepan e cia.
Porque em tempos de apoio voraz ao golpe militar; de racismo enraizado, disfarçado, invertido, impune; misoginia; banalização e degradação dos prazeres; opressão ilegal e covarde; terrorismo psicológico, cultural, educacional, de saúde pública...Somado às características naturais e à alienação inevitável de cada um de nós... E tendo a consciência de que este é o mundo onde vivemos, que ele sempre foi assim, maluco, que talvez esteja melhor do que estava e que é preciso ser forte...
Mano...
Melhor colar com a família, comprar umas brejas e conversar com aquelas pessoas que cultivamos nas nossas vidas porque é com elas que o mundo parece mais leve, mais verdadeiro, mais decente...
Gratidão à família, perto ou distante, de sangue ou não, que me ajudou a descobrir a mim mesma e dividiu comigo suas alegrias, suas angústias, suas futilidades e paixões, seu amor e sua dor.
Luz.

Nao tenho mais gosto por retratos
músicas...
ideologias
festas
pessoas em geral
Tenho tanto medo de viver ilusões... Que prefiro acreditar que tudo é uma grande mentira.
Vargas Vila

domingo, 6 de janeiro de 2013

sábado, 15 de dezembro de 2012

Quando Tu Não Ouve

Ou quando tu não vê, não percebe; age meio que no sem querer querendo, enlouquecendo, se desfazendo – de mim. Quando tu não ouve meu sussurro, quando meu grito não é alto o bastante, quando meu choro não tem motivo pra ti. Quando eu te esqueço e 'cê não vem atrás, por marra... ou vai saber se pro que lhe é importante, tanto faz.

Quando nada funciona. Quando nada vai pra frente...
.
Quando o disse-que-disse só piora a confusão. Quando tu vai embora sem de despedir. Quando não falas comigo. Quando não me queres bem. Quando eu não te quero bem. Quando, quando, quando... Quando é que eu vou ser forte o bastante pra encarar o que não existe entre nós? Quando hei de me convencer que nada existe e que não é por tua culpa?

Quando, na mesa de bar,
me imagino brincando contigo
e dizendo verdades sem titubear.

Quando o riso é manso
e não há mal algum que
faça o coração apertar.

Quando a vódca acaba,
o instrumental ecoa na mente
e eu não penso mais.

Quando, ao final de um Domingo chuvoso,
o strike da vida surge pra me bagunçar.

Quando eu quero.

Quando eu não quero.

Quando eu penso em mandar tu pastar!

Logo eu não quero nada...
Senão me amar.

(Liv Gabrielle Salerno)
 
Universo
" alivia o peso das minhas escolhas...
me faz continuar admirando meu coração...
e me ajuda a me perdoar por colocá-lo sempre frente a razão..."
( Vargas Vila )
 
"O seu coração é a unica coisa em você mesmo que você nunca conseguirá mudar.
Ele se transforma sem a sua permissão."
( Vargas Vila )
 
Eu fiz tudo errado! E talvez tenha sido esse meu maior acerto.
Não consigo deixar de pensar que há algo Grandioso reservado pra mim em algum lugar do Universo, que a vida tem sua própria vontade e que sua vontade é sempre mais sábia que a minha.
Minha intensidade, sentimentalismo, dependência emocional, trazem consigo uma vontade absurda de carregar nas costas todas as dores do mundo, o que inclus...
ive tenho feito com frequência. O sofrimento causado por isso tem me modificado de forma imutável todos os dias. Tem me tornado inadequada, indesejável. Mas talvez, em meio a toda frieza, efemeridade e superficialidade, ser invisível seja minha maior virtude.
Talvez.

Mas eu não desejo cessar o sofrimento. Não quero voltar no tempo, não quero de volta o que nunca tive. Não quero ser sempre alegre, amena, de aparência angelical, voz mansa e blábláblá. Não quero o prêmio nobel da paz, não quero ser bem vista pelos "bons", não quero ser vista.

Eu só quero a coluna ereta e a cabeça erguida.
 
Se em profundo sofrimento, ou apenas sob efeito do condicionamento acidental da vida, você decidir seguir o seu coração, e não criar retóricas convincentes pra manter a si mesmo em engano...

Você ficará bem!
 
Eu parei de esperar que as pessoas agissem como eu, quando senti na pele o quanto era injusto que esperassem que eu agisse como elas.
Se você colocar um copo de Whiski na frente de um alcoólatra, ele certamente não irá resistir. Você pode chamar isso de fraqueza... Mas você nunca sabe o quanto dói um unha encravada, até que pisem no seu pé.
Nada, além da experiência, nada!, torna verdadeiras suas teorias mais eloquente. Nada!

Erros + Consciência = Tolerância e Empatia.

Luz!
 
Uma criança, no desenvolvimento da sua coordenação motora, tenta 10, 20, 30 vezes encaixar uma chave numa fechadura...
Essa parada de "Errar uma vez é humano, errar duas vezes é burrice", é besteira!
Erramos quantas vezes forem necessárias pra que, de fato, aprendamos algo!

"Nada se obtém sem erros, portanto, é preciso ser suficientemente corajosos pra errar"
(Osho)

Eu aceito TODAS as imperfeições dos meus semelhantes... Porque aprendi a aceitar as minhas!

MUITA LUZ!
  
  

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

E depois de uma manifestação fantástica de uma das minhas personalidades...
A da baixa auto estima já me vem atormentar.

Eu sei do que eu falo...

+ AmorPorFavor!

A baixa auto estima é uma das doenças humanas mais destrutivas.
Pessoas, mentem, roubam, fingem, e em casos extremos, agem de forma primitiva, agredindo e matando.
Diz se muito sobre a tendência de alguém pobre a seguir caminhos desonestos e criminosos pela sua falta de oportunidades, sua necessidade de comer, vestir e resumidamente existir. Mas o que estaria escasso não é seu suprimento de amor de próprio, de senso crítico, noção de sua própria capacidade como existência?
A maioria dos que roubam hoje em dia, dos ladrões de terno aos de chinelo, o faz porque precisa de "coisas" pra se sentir melhor com elas mesmas, pessoas mentem e fingem porque não lhes agrada a verdade sobre elas, pessoas cometem atrocidades, porque estão doentes de mais.
Há os que vivem desesperadamente buscando coisas de que não precisa, tentando preencher o vazio que eles mesmos criaram. Alguns trabalham arduamente pra isso, outras furtam, roubam, coagem. Muitas vezes não há grandes diferenças entre eles.
Há também aqueles que mergulham no contraste entre e a consciência e o ego e se afogam.
Baixa alto estima é reflexo de um ego por demais alimentado.Quando a consciência entra em jogo, trava-se uma guerra necessária, mas que se não bem arquitetada, pode não deixar vencedores.
É muito difícil, numa sociedade que nos estimula a alimentar nosso ego e não nosso amor próprio (que ativa a consciência), não se ver em meio a influências subliminares e se entregar ao conforto do ego, mas isso também há de ser necessário.
A baixa auto estima, o ego, o sistema doente, são fatores importantes no processo de formação de guerras interiores (e exteriores), mas eles não são os generais do exército. E são muitas vezes, inclusive, instrumentos necessários para o crescimento e o progresso, contanto que o verdadeiro General esteja no controle. Quando não, nos tornamos o inimigo e o instrumento da nossa própria destruição.

sábado, 15 de setembro de 2012

InfelicidadeCrônica

Desejo tempos de glória! Minha alma já se cansou desse drama...

EgoFerido

Muitos dos meus fantasmas têm as forças minadas pelo tempo, mas muito deles sinto crescer como uma criança precoce.
Eu preciso aprender sobre estar sozinha. E é nesse calo que a vida pisa. Mas porque eu preciso aprender.
Me sinto mergulhada na minha imensidão... Me sinto sem esperança, mas não é um desânimo vazio... É cheio de arrependimentos e frustrações.
Sempre discursei contra o ego, não porque aprendi a calar o meu, muito pelo contrário, porque o tenho gritando mais alto que qualquer voz dentro da minha cabeça maluca.


Quem luta com monstros deve velar por que, ao fazê-lo, não se transforme também em monstro. E se tu olhares, durante muito tempo, para um abismo, o abismo também olha para dentro de ti. (Friedrich Nietzsche)

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Lenda


Ele entrou no labirinto além dos sonhos e se perdeu.
A vida não se comove ela só se realiza.
Olhou pra trás não tinha volta e seu corpo estremeceu
A realidade se mantém intacta diante do coração que se martiriza
Ele esperou um balão colorido que o resgatasse heroicamente
E uma música triste tocou na minha mente
Uma voz interrompeu e disse: O amor virou novela!
morreu o romance, acende uma vela!

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Momentos de sanidade

Resolvi permitir que a serenidade entrasse no meu coração, ainda que efemeramente.
Lutar contra a correnteza só nos faz afundar mais rápido. Vou boiar e deixar que ela me leve pra longe, até que eu não esteja mais em meio à sua força avassaladora e possa ser resgatada.
Vejo a tempestade em fúria, no horizonte... Mas eu não tenho medo. Estou com minha capa de chuva agora!

Estou aberta pra vida muito mais do que se imagina. Tenho mesmo aquela loucura inerente à consciência aguçada, e a mágica do que se coloca humildemente sob as estrelas que brilham sem se perguntar porque, em meio a escuridão do universo. Me manterei na batalha incessante contra a doença que me cega e me impede de ligar os pontos sabiamente sinalizados pela vida, em seus devidos lugares da tela. O progresso se desenha misteriosamente com o sangue vibrante do fracasso.
Pega o drama, faz uma comédia, e agradece o silêncio, mais eloquênte que todas as palavras frias e vazias, das retóricas calculadas e indecisas por que botaste a mão no fogo.

Nossa mente é tão unica quanto o nosso DNA, é inútil esperar que as pessoas entendam plenamente nossa essência. É como esperar que alguém baixo veja pelo mesmo ângulo de alguém alto, ou como alguém que imagina como é ter asma, nunca tendo tido, apenas imagina, não sabe.
Olhe para dentro. A necessidade de entendimento é inata. Quando falta interesse de dentro, buscamos interesse fora. Somos os únicos capazes de desvendar as maravilhas do nosso próprio Karma, mas como esse é um trabalho muito árduo, volta e meia estamos desejando alguém que o faça por nós.

Não faça isso! ;D

Eu já julguei mulheres que usavam roupa curta... Até que o clima ficou quente de mais pro meu moralismo.
Já julguei mulheres que se submetiam as vontade masculinas por "amor"... até que eu mesma provei da burrice emocional feminina.
Já me julguei inteligente e superior, até que descobri que quem se cresce de mais, bate a cabeça no batente da porta.
Já me julguei muito sábia de tudo... até que a vida me tacou tudo que eu sabia na cabeça, friamente, como uma chuva de granizo...
Enfim... As porradas que a vida dá e os erros que cometemos, servem também pra nos tornar menos fúteis, moralistas, mais humildes e tolerantes.

Descondicione-se!

domingo, 2 de setembro de 2012

Nada


A inconstância e a fragmentação da minha mente atiçam a Vida a fazer uma mistura maluca das coisas que eu quero e que eu não quero, ou sei lá, do que cada Mahriana dentro da minha cabeça quer, que eu chego a pensar que o que é melhor pra mim... É sempre o que eu ainda não conheço...
Eu não quero nada...

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

whathafuck

Mas havia uma luzinha que brilhava insistente e de, forma mágica, sustentava toda escuridão sob o céu ardendo em fogo sobre a minha cabeça!
Equivalência...
Seria a proporção da minha fraqueza, igual a da minha força?
-Você está se dividindo de mais... Transcenda algumas personalidades...


terça-feira, 21 de agosto de 2012

Tudo de novo

Queria ter tido, uma vez sequer na vida, a capacidade de respeitar o tempo, de aceitar a derrota, de respeitar e aceitar a mim mesma.
Queria que o buraco no meu estômago doesse mais que o buraco no meu coração.
Queria ser outra pessoa. Me desculpe meu bem, mas eu queria ser outra pessoa.

"E o Sofrimento gritou em ira:
-Eu nunca mais vou embora! Você não merece nem mesmo a solidão!"

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Futilidades

"Conheci uma feiticeira capaz de aumentar minhas proporções físicas a fim de que eu tivesse mais admiração do Clã dos Pavões. Perguntei se ela era capaz de aumentar meu desenvolvimento espiritual:
- Pra quê você quer isso? - Disse espantada.
Nem respondi.
- Me procure quando desenvolver essa habilidade. Esse tipo de admiração não me interessa."

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Vacina

Fui amarrada, vendada, amordaçada pela Tristeza e recebi doses sucessivas de agonia da pior qualidade... Meu corpo estava entorpecido. O que eu sentia, já não correspondia ao que eu pensava... Não era mais dona da minha própria mente. Poucas vezes na vida tive tanto medo de não resistir às torturas da Vida.
-Se você resistir, se tornará mais forte do que jamais pôde imaginar!
-E quem disse que eu quero ser forte? Apenas me deixe ir.
-Você não tem que querer nada!
A Tristeza era imponente, tinha um ar de plenitude e uma certeza sutil no sorriso irônico e provocativo.
Eu percebi que não tinha opção. Podia apenas esperar que a loucura cessasse.

Quando?

Na calma do silêncio que o Tempo trouxe, o Sofrimento avisou sem pressa:
-Eu já me vou, tenha paciência, sou muito velho, antes preciso deitar-me sob teu colo e te ensinar coisas sobre mim. Preciso que me leve nas costas pra tomar sol, que me alimente; preciso que me aceite e então poderei partir.
Perguntei a ele porque tinha que carregá-lo sozinha. Ele pensou um pouco, deu um gole no chá e respondeu:
-Você não está sozinha! Seus olhos estão atrasados. Na verdade você nunca esteve, deve ter miopia também, ou problema de foco. Fora que nas minhas viagens não encontrei muitas pessoas capazes de lidar comigo... Mesmo tendo sido sempre minha intensão levar a Sabedoria em cada moradia que visitei. Ela está aqui comigo.Você não a vê agora... Arrume seu relógio e compre um óculos.

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Visita inesperada.

Vimos o Sofrimento involuntariamente caminhando em nossa direção. Ele me olhou, disse que o Amor iria ficar, mas que Ele precisava partir. O vi, pela janela, caminhando indiferente e aliviado, com os olhos fixos numa paisagem distante.
Vi o Sofrimento escancarar a porta. Trazendo com ele uma criaturazinha difícil!
Me vi, no caos do Vento possesso que entrava com eles, desimportante pra quem mais me importava. E então percebi que estava me importando com o que não devia! Mas ela tinha acabado de chegar e até que a Importância se retirasse dos meus aposentos... Ah, meu amigo! Ela foi destruindo toda e qualquer beleza sob o teto que me abrigava.
Ela zombou das minhas misérias, assim como das minhas riquezas; Esvaziou minha despensa, deixou sua roupa suja espalhada pela casa, quebrou meus cristais, manchou as lindas estampas das minhas cortinas, trincou o espelho do banheiro, cortou a corda do  poço; e o Sofrimento ali, dia e noite, sentado no meu sofá furado, esperando seu tempo de partir.

domingo, 29 de julho de 2012

Impotência/Empatia

"É preciso que se compreenda que muitas dores duram a vida inteira sim! Não crie novas dores por não conseguir controlar e manter essa dor dentro de você! É muito difícil lidar com a impotência. Mas a vida não é piedosa. Ela faz o que tem que fazer pra que você cresça. E muitas vezes isso significa sofrimento profundo."

É fácil compreender os motivos dos que se foram, mas é impossível não ter empatia por aqueles que ficaram.
Pra quem vai embora é triste... Pra quem fica é desesperador...
Muita luz pra nós!

Romantismo

Chego a conclusão de que uma das coisas mais importantes da vida, muitas vezes não é aprender a lutar pelo que se deseja, mas muito pelo contrário, lutar contra o que se deseja!
O apego é egoísta, é autodestrutivo.
Muitas vezes usei o sofrimento como arma contra outros, quando deveria tê-las usados como armas da minha própria batalha.
Não me iludo mais acreditando que melhoria me trará algo de volta. As pessoas estão preocupadas com sua própria evolução. E é assim que tem que ser. É o legado de cada um...
Vejo o amor como algo assexuado, inabalável. Mas não sei se estou pronto pra algo tão supremo.
Quando eu era criança, não entendia porque minha mãe se incomodava quando eu arrancava flores do seu jardim. Hoje eu entendo que não é certo querer possuir a beleza do amor. Quando volto a minha cidade natal, perco horas admirando a beleza das flores que minha minha mãe cultivou com tanto carinho e dedicação, mas sempre me pergunto se um dia serei capaz de perdê-las de vista, sem me entorpecer com o medo de um dia voltar e não poder admirá-las novamente.
O amor é a essência do talento do poeta... E sua maior maldição! 

Máscara

"Você se maquia, faz um drink, fuma um cigarro, sorri, seduz, se esforça pra manifestar seu lado mais fútil, instintivo, carnal... 
E só faz isso pra afogar a verdade que te massacra. 
Seria aceitável se você não estivesse apenas se escondendo, se não estivesse fugindo de quem você é...
Você não quer mais ser feliz... Você só não quer mais sofrer.
E quem se abdica do sofrimento, abre mão também da felicidade"

Linha de frente

"Espantaria o brilho nos meus olhos quando vejo, ao longe, a bela miragem que segui por tanto tempo.
Mas não há brilho quando vejo com olhos cegos todas as marcas adquiridas a cada batalha vencida.
A vitória não é doce!
Comemoro o fim da guerra e admiro minhas medalhas de honra, mas talvez eu nunca esqueça do horror que vi ali" 

Doença

Vejo muitas teorias sobre como encontrar a felicidade plena, natural, legítima, equilibrada. Gosto de muitas delas.
Mas quando, hipoteticamente, as aplico a mim mesma e a minha projeção de realidade...
Acho mais fácil trocar o cérebro logo. Há! ahuahuahuahu

"Há uma felicidade paralela, ainda que efêmera, sustentando os tetos sobre os mórbidos. A infelicidade não é uma consequência do sofrimento crônico. Ou não deveria ser. 
Você culpa alguém por ter pego um resfriado?
Por ter desenvolvido um câncer?! 
A vida massacra... Deus proteja os enfermos"

Fome

"Não falo mais sobre amor, sua efemeridade me é motivo de espanto 
Não julgo meus erros passados, aceito meu lado diabo, como aceito meu lado santo
Não alimento minhas lembranças, meus sonhos de criança perderam o encanto
Também não alimento vinganças,
...A VIDA ME É SACANA DE MAIS PRA QUE HAJA OPORTUNIDADE PRA TANTO!
...
Alimento a verdade, nada mais
Não alimento mais guerras, que o amor descanse em paz" 

Invisível

Nossas vidas não são filmes. 
Tão pouco são livros, com toda sua poesia sedutora, emocionante, detalhista.
Muitas vezes, os capítulos da nossa história são formados pelas frases mais irônicas, mais idiotas... mais insossas.
Precisamos, urgentemente, aprender sobre tolerância.
Alguns mais tolerância com o outro. Outros mais tolerância consigo mesmos.
Poderíamos escrever muitos livros sobre o ridículo da vida humana.
Mas talvez seja melhor que aprendamos a aceitar os fracassos e enganos como parte vital da felicidade.
O destaque não é inerente à vitória.
Nossa história não precisa ser a mais lida, pra que seja relevante.
Conheço muitas histórias mundialmente irrelevantes. Há! ahuhuauhahu
Precisamos parar de ler utopias.
Pessoas perfeitas, histórias fantásticas, palavras impessoais, não existem!
Há muito de incorreto no que é legitimamente correto.
Há muito de penoso na vitória.
E todos temos algo importante a fazer. Por menos notável que pareça.

Muita luz!

Aceite o sofrimento

"É incrível como nos esforçamos pra mostrar uma rosto alegre, um ar de superação, uma postura madura perante algumas situação da vida como se não fossemos aceitos se mostrássemos nossa face infantil e fraca por um momento...
E esse parece o erro mais latente. Evitar. Vetar. Abafar. SSasporra dá gastrite, câncer... céloco.
Tem hora que parece q agent tem 15 anos memo e faz tudo errado. Foda-se...
Nós temos aquele tipo de loucura inerente a consciência aguçada e curiosa que busca desesperadamente a verdade em meio a tanta sedução e mentira.
Nós somos fascinantes. E as pessoas fascinantes também choram, também sofrem, também surtam... também erram.
E pelo contrário. São as pessoas medianas que percorrem infalíveis indiferentes e inabaláveis os vales coloridos e pântanos frios que configuram a incrível aventura do homem na terra."

Muita luz!

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Tempo de guerra.

"Cada um aprende a viver de um jeito...
Nos livros, na televisão, na música, na igreja, na natureza, na tecnologia... na arte... Mas todos na incerteza.
Essa busca desesperada ou tranquila de algo que jamais conhecemos... A identificação encantadora com o passado e com o alheio. O costume. A luta contra fantasmas.
A insatisfação, a dúvida, a desesperança... o fracasso...... A vitória...
A vida é um jogo. E é nesse jogo sem instruções exatas que muitos ficam devendo até a alma!
Alguns se viciam no jogo a tal ponto que o jogo perde a graça. E se torna uma disputa sem limites.
Mas além de um jogo a vida é um teatro. E os atores sempre tentam agradar o público. Claro!
E a vida é também um passatempo...
A vida no fim é tantas coisas... e tantas coisas são a vida...e em cada uma delas... a incerteza.
As vezes tempera... As vezes envenena.
E cada um no seu mundo particular criado com experiências e sonhos numa estrada pouco iluminada e cheia de buracos. Alguns vão saltitantes... outros arrastando bolas de ferro...
Onde cada um vai chegar? Incerteza.
Quem tá certo, quem tá errado? Incerteza
A tranquilidade chega... Uma hora chega... Mesmo que passe tão rápido que não se lembre... Ela chega.
Na física, tudo faz sentido. Na vida... eu posso dar o sentido que quero a tudo, não é interessante?
O que faz a vida ser tão fascinant?
A incerteza."

Começo com algo do que já fui. Do que nunca deixei de ser. Sempre que olhei pra trás vi O MESMO, de uma forma diferente. Este ano foi o "divisor de águas". E agora, que muito dos meus sonhos se tornou pesadelo, no ápice do meio inferno pessoal, eu tenho a difícil missão da minha vida escancarada na minha porta e não dá pra fingir que eu não tô em casa.

Não enlouquecer já seria de bom tamanho.
Sair do extremo.
Disciplina!